ESCREVER É VIVER...

07/03/2009 15:10

PENSAR NÃO MACHUCA O CÉREBRO







Lailton Araújo


Quando qualquer governo fala do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de seu povo e continua míope quanto à ética - ele quer “tapar o sol com a peneira”. Entender o significado da palavra "moral", não é só uma questão de educação! São princípios elementares de boa convivência em grupo (princípios - aprendidos e exercitados), onde cada cidadão tem o dever de preservar os "direitos e deveres" comuns da sociedade proposta. O aprendizado é gradual - a educação é o fio da tecelagem... É como “parir filhos" - só as mães sentem o processo biológico e a dor real do parto!


Educar custa caro! Alguém já fez a somatória das despesas com as mensalidades, livros, apostilas e outras taxas de qualquer curso nas universidades particulares brasileiras? O tão sonhado diploma será o cartão para a inclusão social? A busca do conhecimento será o início da transformação do cidadão e do meio onde ele vive? Algumas manchetes da mídia nos últimos dias desfazem o mito - que a educação - é o segredo da transformação! O que é educação? Será que a sociedade brasileira sabe o verdadeiro sentido de educar? Os exemplos de crimes cometidos por pessoas diplomadas e supostamente educadas (políticos, jovens de classe média, empresários e outros) mostram que a "sociedade brasileira" está doente e carente de outros valores humanos. Que valores poderão constar nos novos currículos escolares? A escola educa?


Os tecnocratas jamais questionaram a diminuição anual da qualidade das vagas oferecidas, nas escolas de ensino básico e nas universidades públicas e particulares. A população do Brasil cresce e os problemas aumentam e aumentarão ainda mais. As periferias das cidades brasileiras viraram "barris de pólvora". Os verdadeiros educadores fazem mágica para cumprir o mínimo dos conteúdos curriculares. Mesmo com tiros de fuzis, fumaça e soldados da força nacional rondando o "pedaço", a escola da vida ensina o segredo da sobrevivência em um mundo desigual. Salve-se quem puder! O morro não quer e não deve morrer!


E os valores morais? Estão sendo repassados para as crianças brasileiras? Será que vários políticos brasileiros possuem o perfil para governar ou legislar em nome da população brasileira? Alguns dos políticos envolvidos em escândalos publicados pela mídia possuem diplomas... As escolas que diplomaram esses indivíduos são culpadas? O que é educação?


Quais vereadores, deputados ou senadores foram avaliados pelo ENEM OU ENADE? Será que receberiam o tal diploma? Será que teriam a capacidade de legislar ou gerenciar - ou mesmo dar palpites idiotas nas soluções para o complexo e heterogêneo país chamado Brasil? Que tal a criação do ENAQIP (Exame Nacional da Qualidade Individual do Político)! Na posse e fim do mandato de qualquer político brasileiro haveria um exame, com questões de português, matemática, geografia, história, política social e "ética pessoal". A nota de "ética pessoal" seria o diferencial na avaliação do ENAQIP. Sem qualquer dor de consciência: não haveria quase nenhum dirigente seguindo a tão "sonhada carreira política". Um detalhe: a Constituição do Brasil garante a igualdade entre os cidadãos. Todos os anos, os estudantes e escolas do país são questionados (via ENADE E ENEM) quanto ao conhecimento adquirido e a qualidade de ensino. Para que haja justiça, toda a classe política desta "Terra de Ninguém" deverá ser avaliada - quanto à capacidade pessoal e ética!


A sociedade brasileira tem culpa pelo descaso com a educação de seus cidadãos. O "jeitinho brasileiro de dar nó em pingo d'água" e outras artimanhas de esperteza criam universos paralelos e anti-sociais. A educação não termina na colação de grau, com direito a diploma de “doutor” e anel no dedo em dia de formatura. Canudos ou títulos não foram feitos para enfeitar as paredes e dar "status". A educação é contínua e o educador tem o dever de repassar o conhecimento para os menos favorecidos. Conhecimentos guardados, sem princípios éticos ou apenas com interesses pessoais - deseduca toda a educação e os educandos, que buscam a tão necessária educação.



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19/11/2008 22:06

NOITE AFRICANA (TRIBAL)







Lailton Araújo


Certa vez num barco em Moçambique
Encontrei um poeta angolano

Que me contou momentos de horror na sua nação
Também falou verdade africana da revolução

Na mídia começa toda a miséria em tom radiante
Vejam que impera como baderna a cor morena

São Salvador no afoxé que balança americano
Forte lembrança dos trabalhadores que Iemanjá

Abençoou com seu manto azul e castiçal
A doce magia que faz da Bahia um carnaval

A boca que canta a formosura da “África-Mãe”
Sempre reclama em forma de dança a igualdade

O preconceito escureceu o brilho da lua
É o gueto escondido no mundo perdido da grande cidade

Um coro encanta no meio da noite “Made in Brazil”
Mão que levanta a discordância no social

Na batucada do samba ou umbanda e candomblé
Se vê a raça do negro na praça balançando o pé

Toca atabaque nessa vontade de ser feliz
É a mocidade na sociedade desse país


OUVIR A MÚSICA:

http://lailtonaraujo.palcomp3.com.br
http://www.youtube.com/lailtonaraujo
http://recantodasletras.uol.com.br/letras/530628
http://www.overmundo.com.br/banco/noite-africana-tribal



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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25/07/2008 13:17

BRINCANDO DE ESCREVER O ABSURDO...







Lailton Araújo


Os minerais, vegetais e animais - incluindo os seres humanos - foram dizimados. Calma... Minerais dizimados (diga-se triturados) viram energia. Se a energia se transforma, os minerais não movem a vida? Como? Se a ciência não explica... A escrita edita o absurdo. Viva a liberdade de escrever. Mesmo sem coerências e métricas. Viva a trituração das palavras.


A vida e não vidas são criações de um único ser supremo? Sabe-se que a maioria das religiões comenta esse assunto! Talvez por falta de liberdade em questionar, ou medo em provocar. Assim, qualquer dano ao cérebro humano será mera coincidência. A humanidade precisa repensar o segredo da solidariedade... Esse dia chegará? Aleluia irmão! Oxalá seja!


No mundo globalizado, cada moeda - em real, dólar ou euro - gasto de forma irracional, será pago por um contribuinte morador do belo planeta Terra. Existem alguns que não moram... São os excluídos da sociedade! É hora de usarmos a inteligência: “a ambição e o egoísmo” já não podem conviver de forma harmoniosa. Viva os medíocres e não medíocres! São filhos de Deus! Viva os que escrevem e que não escrevem... São amantes da comunicação. Estamos no mesmo barco! Somos minerais, vegetais e animais. Aleluia irmão! Oxalá seja!


Com a internet à vista, os homens e mulheres que não sabem repartir o capital e o conhecimento, perdem tudo. Não existem espaços para as atuações de egoístas e ambiciosos! Masturbação mental é crime! Crime contra a procriação do conhecimento. É o Universo em encanto para alguns e desencanto para outros. Viva a vida... Viva ou morta! É arte... É literatura!



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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22/05/2008 23:12

ÍCAROS SEM ASAS - MENINOS







Lailton Araújo


A mulher é a luz em todos os ”universos”
Nesses grãos de estrelas, poeiras cadentes
Brilham os olhos dela: nas constelações
No zodíaco é aquário, águas transparentes


Como seria esse mistério estrelar sem ela?
A mulher, nesse reino é princesa ou rainha
Nos relatos escritos há séculos ou milênios
Ela é a mágica da poção da fada madrinha


Tantos e tantos trovadores já cantaram...
A beleza sensual e feminina em serenatas
Muitos guerreiros e suas armaduras, caíram
Em duelos defendendo a honra das amadas


Os milênios correram no segredo do tempo
Iguais ao trote do cavalo no espaço sideral
E o homem em sagitário, procura os olhos
Na saga, ele verá a vitória do amor natural


São os seios, a inspiração na “Via Láctea”
Doce leite que corre, nos fartos mamilos
Saciando a fome de amor do “Astronauta”
Ícaros sem asas, nós somos todos meninos



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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26/03/2008 23:59

DENGUE, DENGOSO, MOSQUITO EU SOU







Lailton Araújo


Mamãe! Quando eu crescer quero ir ao topo
E sair em todos os canais da mídia moderna
Igual a você, mosquito da dengue... Famoso!
Que pica o povo do condomínio ou da favela


Vão dizer que sou mais um mosquito medroso
Por falar que favela não é lugar de mortandade
Lá se queima um bagulho no mosquito dengoso
E as crianças sobrevivem. Viva a comunidade!


O “fumacê” virou na contramão, sem uma meta
“Saci-pererê” fumou, baseado na forma amadora
Sou assim! Sou Aedes aegypti. Dengue na certa!
Ai de ti! Não é dengo... É epidemia assustadora


PAC deles, abandono, conversa fiada e picadas
Trinta e cinco mil sofrem aqui no Rio de Janeiro.
Quarenta pessoas embalsamadas... São almas!
Sofridas, penadas, por descaso do embusteiro


Mamãe! Quero ser um mosquito bem valente
É melhor que ser aquele vampiro impostor...
Livre em 2008... Bebo sangue! Mato gente!
Sem prevenção, sem direção... Aqui eu estou!



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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07/03/2008 13:28

A MULHER É A MÚSICA E POESIA DA CRIAÇÃO!







Lailton Araújo


Hoje é o “Dia Internacional da Mulher” - data para reflexão e cobranças. É dia de festa e de homenagem à mulher. É dia de entender a atual situação das mulheres nos continentes ditos civilizados ou não, e as políticas sociais em benefício do sexo feminino.


Um brinde às mulheres rainhas, princesas, operárias, estudantes, atrizes, cantoras, compositoras, pintoras, professoras, senadoras, deputadas, juízas, advogadas, médicas, enfermeiras e escritoras. Um brinde ainda para as mulheres que vivem à margem da sociedade. São presidiárias (inocentes ou não), escravas (esperando a alforria), prostitutas maiores e menores, analfabetas, portadoras de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e outras que trabalham na cidade e no campo - sem as mínimas condições trabalhistas. São mulheres que sofrem de uma doença crônica moderna: a discriminação. Elas estão aprendendo a lutar pela sobrevivência e cidadania. São mulheres com alma, esperança, poder de sedução, poder de mudança, de educação, e aprendizes nas sociedades machistas.


O brilho da mulher está em todos os lugares. Brilha a mulher negra, branca, amarela, vermelha, azul e até a transparente - moradora das comunidades opacas. Brilha ainda a mulher amante, esposa, namorada, que apenas fica, amiga, inimiga, conselheira, confidente e inconfidente, mãe, tia, avó, filha, neta, nora, irmã, prima e mulher primazia. Viva a mulher! Viva a mãe da terra, da água, do ar, do fogo! Viva a mãe africana, européia, asiática, americana, brasileira, santa, profana, do terreiro, do templo budista ou judeu, evangélica, com ou sem religião, feminina ou não - apenas mulher!


O planeta Terra (talvez um dia) será outro planeta na visão da poesia. Quando? Na medida em que o Ser Humano Homem perceber a importância vital do Ser Humano Mulher. E para felicidade geral das nações e dos poetas, acontecerá a verdadeira transformação na sensibilidade masculina. Serão os caminhos da perfeita harmonia tão perseguida na arte?



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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12/10/2007 16:00

MORANDO NO INTERIOR MINEIRO...





São João Batista do Glória - MG
Foto: Prefeitura Municipal


Lailton Araújo


Sexta-feira, 17h30, o sol se esconde nas terras de Minas Gerais e o céu ainda nublado, anuncia o início da primavera. As noites - um pouco geladas - trazem muita paz no silêncio quase total das cidades do interior. Nos últimos meses observei terras férteis, bois e vacas pastando, cana-de-açúcar, rios e cachoeiras (de águas quase puras) que molham os seios virgens de mulheres bonitas.


Escutando diariamente o sotaque desse povo simples (o mineiro é um caso especial), procurei descobrir o segredo da paciência, e modo de viver de forma não convencional - para os padrões das grandes metrópoles. A falta de visão da existência de novos horizontes depois das “serras mineiras” (ao olhar de um forasteiro), breca algo latente em qualquer ser humano: a ambição educacional. As conseqüências aparecem nos aspectos culturais, financeiros e políticos de toda a comunidade. Não vou questionar se é bom ou ruim! Afinal sou mineiro por amor e adoção.


Como em qualquer lugar - existem vários aspectos positivos e negativos no povo mineiro. Vale lembrar que algumas pessoas são amigas e outras: desconfiadas. É gente boa! Com ou sem maldade! Por aqui também se mata por ciúme. Algumas mulheres falam da vida alheia (coisa de cidade pequena e grande); as crianças dizem palavrões e outras besteiras interioranas. Existe inveja? Claro que sim! Que povo no mundo não sente inveja? A vida caminha em marcha lenta... Quase parando! Esses aspectos negativos não são assimilados pela comunidade. Quase tudo é resolvido na mais perfeita harmonia... Ou baixaria! Briga de faca e de boca mesmo! Quem mata: vai preso ou foge “pra BH”. Quem fala da vida alheia: fica marginalizado; ganha o nome de fofoqueiro, falador, boca aberta! As crianças que falam o “que não deviam falar”: recebem puxões de orelhas e cascudos. Quem sente inveja fica sofrendo, angustiado, em plena masturbação mental, e sem coragem de copular. No interior só cresce quem vai atrás de resultados concretos... Os sonhos são apenas sonhos!


Estou aprendendo que tudo tem o seu tempo! É física... É matemática... É a justificativa da alienação. Nesse aprendizado vou caminhando e deixando de lado a velha filosofia de vida. É a assimilação do lado objetivo e atual. Se tudo tem e terá o tempo certo para acontecer, o que eu tenho haver com a ansiedade?


O tempo (mesmo alienante) é amigo da perfeição, e com ele se aprende que nesse mundo (onde tudo parece caminhar na velocidade do milênio) a calma, o silêncio e a inteligência são as melhores armas - nessa luta diária contra o poder do descaso, da falta de visão política e informação global. O sentimento humano é apenas mais um detalhe nas montanhas e cachoeiras do sul de Minas Gerais, e de outras partes do Brasil e do Mundo.



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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07/10/2007 04:05

LAILTON ARAÚJO - 3º CORREDOR LITERÁRIO NA PAULISTA







LAILTON ARAÚJO

Sarau Musical - Terra e Mar

Dia 09/10 (Terça-feira) - 17h (Grátis)
Auditório - Colégio Rodrigues Alves
Av. Paulista, 229 – São Paulo / SP
Tel. (11) 3287-1496


LAILTON ARAÚJO (violão e voz) é músico, arranjador, compositor, cantor, estudante de Ciências Biológicas, ex-professor voluntário de Biologia e Geografia, pesquisador de ritmos regionais brasileiros e aprendiz de escritor nas horas vagas. Trabalha há 26 anos nas áreas de produção musical, divulgação, agenciamento artístico e gravação em estúdio. Fundou em 1981 a Banda Moxotó - grupo nordestino de renome nacional - sendo um dos principais componentes.


Desenvolvendo carreira solo desde 2003, LAILTON ARAÚJO apresenta o show de MPB - TERRA E MAR. Nesse evento existe a poesia em fusão com a musicalidade universal. O amor, a esperança, a ecologia e a nova visão do ser humano, são enredos necessários à paz e harmonia do planeta Terra.


LEITURA 01:


A fauna e flora do Brasil, já não suportam tamanha agressão e descaso por parte dos poderes públicos. Vários habitantes de nichos ecológicos (em destaque - a espécie Homo sapiens) informam que o fogo na mata e a poluição das águas são apenas detalhes na nova agenda governamental e talvez sejam discutidos no futuro. As prioridades com habitação, saúde, educação, cultura e segurança, ainda são segredos de Estado.


LEITURA 02:


Nas periferias das citadas selvas ou grandes cidades, surgem as novas “tribos urbanas” - vestidas de contracultura. Elas simbolizam as rupturas dos velhos nichos ecológicos e provam que a espécie humana, caminha nos passos do jacaré, da formiga ou do piolho. O efeito dominó já contamina a sociedade pseudo-harmoniosa e puritana. Alguns gritam: não me toques! Muitos alegam que acontecerá a divisão natural em todos os aspectos e a ultrapassada sociedade elitista, sucumbirá no processo gradual da evolução. Os descendentes dos primatas continuarão em harmonia?


CONTATOS

MXT - PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
Tel. (11) 9200-0987
E-mail: mxtprod@ig.com.br

SITE MUSICAL

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FOTOLOG

http://fotolog.terra.com.br/lailtonaraujo

SITE DO CORREDOR LITERÁRIO

http://www.corredorliterario.com.br/asp/programacao_local.asp#



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29/09/2007 19:19

OLHOS DE VITRAIS







Lailton Araújo


Quando o olho do homem não vê
O brilho no olhar de uma mulher
O coração não sente a emoção
As pernas não tremem de prazer


Por que? Eu pergunto por quê?
O cego não vê a imensidão
Que mora no universo da criação
Da fêmea, mulher, “Mãe-Maior”


Mulher, mulher
Mulher, constelação


Quando o olho do homem só vê
O rosto e um belo corpo na mulher
O coração não sente palpitação
O sexo seduz, sem “bem-me-quer”


Por que? Eu pergunto por quê?
O cego não vê a imensidão
Que mora no universo da criação
Da fêmea, mulher, “Mãe-Maior”


Mulher, mulher
Mulher, constelação


Mulher força maior é inspiração
Nos pobres mortais, cantadores
Amantes da noite e pecadores
Na busca constante da emoção


Mulher, mulher
Mulher, constelação


Os olhos de vitrais são da mulher
O luar no céu é da mulher
A força da natureza
A vida e toda pureza
Só vem de uma mulher


Mulher, mulher
Mulher, constelação



OUVIR A MÚSICA:

* http://www.overmundo.com.br/banco/olhos-de-vitrais
* http://recantodasletras.uol.com.br/audios/cancoes/6748
* http://lailtonaraujo.palcomp3.com.br



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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22/09/2007 16:22

A VIAGEM... SEM CIGARRO, PILEQUE OU PORRADA!







Lailton Araújo


Na longa viagem ao encontro das novas descobertas, conseguimos fotografar novas galáxias, e o Universo, tornou-se pequeno... Ficou chato, comprido, alto, largo!


Colocamos uma sonda na barriga e outra no planeta Marte - somos os novos marcianos - vermelhos, brancos, negros, amarelos, sem cor ou raça: metal barato, cachaça, cigarro!


Tomamos posse sem violência, sem cara feia, com os pés de aço ou de lata, e a aparência - na forma de robô. Lunáticos: nunca mais seremos! Bebemos etanol; cheiramos fumaça!


E a Lua e Marte são velhas histórias ultrapassadas... Viva o Homo sapiens!


Derrubamos algumas torres. Levantamos outras. Talvez as que erguemos sejam mais altas que a bíblica “Torre de Babel”, ou mesmo: de papel... Estamos na batalha diária!


Não somos terráqueos malucos... Aprendemos as lições de casa. Nos novos edifícios existem as vozes do diálogo e da tolerância... É samba, rap, reggae, rock!


Nossas asas metálicas continuam evoluindo. Algumas quebraram! Caímos... Quem não cai? Pássaros também caem no primeiro vôo... É a lei da gravidade, Newton, Isaac...


A asa e o vôo são relações já dominadas... Viva o Homo sapiens!


Bebemos todos os vinhos possíveis. Brindamos em homenagem às novas conquistas profissionais, à saúde, à paz e à harmonia... Da literatura, do cinema, da música, da política!


Superamos várias tragédias humanas. Furacões, Terremotos, Tsunamis e Titanics, agora são roteiros do moderno cinema comercial. É trash, é atual, é over, é animal!


O podium ficou pequeno para tantos atletas e suas vitórias. Homens e mulheres conquistaram novos recordes... Alguns, com anabolizantes! Outros com Anas, aborígenes, antes e depois...


Os limites - físico e emocional - já não entram em conflito com a ética... Viva o Homo sapiens!


As fotografias coloridas e digitais mostram os continentes globalizados. Será que não existem conflitos religiosos, comerciais ou políticos? É viagem... Sem cigarro, pileque ou porrada!


Será que caminhamos para uma nova era? Calma internauta! É um sonho! Continuamos na velha e complicada rotina terrestre... Correndo, comprando, comendo, cagando!


Chegaremos em 2008, mais velhos, mais confiantes e talvez - mais tolerantes e humanizados... Viva o Homo sapiens!


E os viajantes da nave “Terra” seguem sua jornada... Até o novo Big Bang ou nova Big Band, ao som de Ray Charles, Cauby, Ângela Maria e Sinatra!



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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22/09/2007 15:38

AS NOVAS FACES DA PAULICÉIA







Lailton Araújo


A tímida brisa da manhã às vezes alegre, às vezes apagada
Descontrai alguns corações apaixonados, outros magoados
E alguns pássaros invadem as águas paradas do parque...


É o Ibirapuera: indígena; voltei com a mala e a coragem
Paulicéia das mil caras, algumas éticas, outras - tão falsas
Tantas Estelas, tantas Marias, Josés, nomes e falas...


Que as rimas se perdem, como se perdem as crianças órfãs
E as palavras não soam, não existem declarações de afeto
Será que o amor sumiu? Será que a carência já é um fato?


Homens e mulheres enamorados na manhã fria de outono
Buscam o calor que foi dissipado, sem o toque dos corpos
Alguns parados, buscam meditação, outros... Nova paixão!


São meninas e meninos “ficantes”, malabaristas, humanos
Mirando as cores que anunciam mais um ciclo das estações
É Maio... Mais um ano: a vida continua nas transformações


Na “selva de pedra”, o Ibirapuera soa selvagem: é moderno!
Como é o “punk”, o “rap” e a “moda” das novas avenidas...
Desprovidas de visão, eretas nas velhas formas de ”Picasso”



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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24/08/2007 16:49

PALAVRAS JOGADAS AO MAR







Mar! Só você sabe...
Que por ela naveguei
Nas calmarias da paixão
Senti o que é a solidão
No convés da embarcação

Mar! Só você sabe...
Que estes sentimentos
Sem a luz de um farol
Naufragaram num atol
Em dia nublado, sem sol

Se eu fosse nobre como ela
Jamais seria um navegante
Se eu fosse nobre como ela
Seria rei, escritor ou amante


Mar! Só você sabe...
Que o temor de um marujo
São grandes tempestades
Nas rotas das caravelas
E seu amor perto das trevas

Mar! Só você sabe...
Da vida de um navegante
Que nunca vê a primavera
Enjaulado, igual a uma fera
Na nau sem brilho, sem vela

Se eu fosse nobre como ela
Jamais seria um navegante
Se eu fosse nobre como ela
Seria rei, escritor ou amante


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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05/08/2007 22:01

LUAR DE BRONZE







Nos becos falam que somos
Seres - vivendo e perdidos
Nas bocas soam os gritos
Dos corpos e cromossomos
É sangue jorrando no peito
Na sombra da minha visão
Nas broncas daquela ilusão
Não tenho nenhum segredo

No papel, o olho é de louca
Sem crítica ou credo milenar
Sangrando eu perco a força
Na terra: sou um lobo do mar

Gerando a cria, viva o cio!
Do horizonte vem a intuição
Nas longas jornadas serão
Seres maternos e conflitos
O andar já não toca o chão
A voz canta o luar de bronze
Se falar muito, mente, some
Reproduz fielmente o padrão

São corpos levando as pedras
No vapor, na névoa e fumaça
É o ódio disputando a matéria
É o amor aquecendo a massa


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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14/07/2007 14:45

AS ASAS DA RAZÃO







As asas dos Seres Humanos...
Crescem de acordo com a visão
Ficam atrofiadas - sem utilidade
Ou grandes para vôos maiores
Ter asas e não saber como voar
É ter os pés amarrados ao chão

Naquele sonho: ainda criança
O vôo não tinha qualquer limite
Batia asa igual a um passarinho
Com a força e rapidez da águia
Muitas vezes, caía e machucado
Era coberto com asas maternas

As asas estão nos pássaros
Nos insetos, mísseis e aviões
Tais asas que você me dava
Tinham limites de uma paixão
Por voar sem qualquer razão
Hoje tenho as asas podadas

Quem voa com as próprias asas
Viaja independente de um motor
Sobrevoa os mares, rios e serras
Busca no horizonte sua dimensão
Sem tempo: o futuro não existe...
É vôo cego com neblina, sem radar


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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07/06/2007 15:51

OS AVIÕES E OS FANTASMAS DO PASSADO







A névoa que cobre a madrugada abafa os sons de aviões
Soldados, cabos e oficiais comandam mais um batalhão...
Uniformes azuis contracenam com mulheres apaixonadas
Homens desarmados, aviões lubrificados, casais amando
Parecem preparados para uma guerra - não convencional
É a batalha da solidariedade: balas de groselha e hortelã
Bombardeios na ambição, ciúme e opressão: sem o ódio...
Inimigos à vista! Jatos não decolam e nem miram os alvos


Abraços na despedida com balas de festins que explodem
Luzes no céu anunciam bodas de prata: renasceu alguém
É o mistério do céu na alma eterna - viva o espírito de luz!
A roupa é branca ou azul - qualquer nome: talvez Carmem
Com ou sem cor... Ana, Amanda: seguindo a nobre missão
Deixando de lado traumas passados, acidentes analisados
São filhos, pais e mães que não conseguem uma explicação
Dos sonhos desfeitos... Nas lágrimas marcadas na partida!


Renascimento - passado, presente e futuro: novas viagens
Quem ficou, chora e lamenta - muitas vezes culpa o criador
As criaturas desconhecem os segredos tão bem guardados
O espírito maior é sábio e controla as leis da reencarnação!
Pássaros cantam ao nascer do sol... É a novíssima batalha
Quem já foi, aparece na névoa da madrugada e manda luz
Espelhe-se nos ipês, laranjeiras e mangueiras do seu quintal
Sempre frutificando... Chore lágrimas por si e não por mim!


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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13/05/2007 16:30

TEOREMA DO AMOR 2007




Foto: Paul Harris



Sobre qualquer face humana - expressões aparecem
Noções espirituais e materiais estão bem confusas
O cérebro fica embaraçado e perde diversos dados...
Como um computador sem memória, sem programa

Mas nem tudo está perdido - a natureza se recompõe
Aos olhos dos mamíferos, felina mãe tão maravilhosa!
Não por gerar das entranhas filhotes machos ou fêmeos
E sim por traduzir o mais puro instinto do reino animal...

No ano 2007, clones são gerados...

Com um bisturi - as mãos da medicina tecem o amor
Existem seringas, agulhas, bordados feitos de bondade
Dos seios das mulheres sai o leite mágico que sacia...
Crianças órfãs, desencantados da vida e sonhadores!

Nos hospitais do mundo, meninas de um Brasil carente
Ensinam o que é cidadania, são elas os anjos de Deus
Aprendizes médicas - determinadas a modificar a Terra
Fazendo da própria vida, um novo laboratório espiritual...

No ano 2007, a “camisinha” é censurada...

Os Seres Humanos caminham eretos - é a evolução
Transformando a humanidade, dias bons, dias ruins
E nas maternidades, novos partos, novos espíritos...
Que trazem ao mundo o segredo da palavra: “amor”

As nações vão bebendo na fonte do velho continente...
São gotas de informações que não chegarão ao povo
Sem a seiva da renovação, o tempo caminha no minuto
Alimentando carências sociais tão perdidas no vazio...

No ano 2007, o “aborto” gera discussão...


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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11/05/2007 19:33

PÃO, CIRCO E AMOR...




"Santa Ceia" - Pintura de "Leonardo da Vinci"



O pão é um dos alimentos mais populares do planeta. Está espalhado pelos continentes e acompanhou a evolução cultural de cada povo nos últimos séculos. Na “Última Ceia” (segundo os cristãos), Jesus Cristo pegou o pão em suas mãos e deu aos seus discípulos dizendo... “Tomai, comei: isto é o meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim”.

O circo foi a principal manifestação artística nos últimos milênios. Era e ainda é usado como forma de acalmar ou agravar as manifestações das populações, nas sociedades de qualquer país - já que trazia ou traz no lazer, formas de diversões populares e bizarras. No Brasil, o circo encontra-se em decadência. As crianças choram! Sentem falta do palhaço, do trapezista, do mágico e das maravilhas em palco e picadeiro. Longe das lonas e terrenos baldios, e distante dos profissionais da área, o circo é um caso especial e político. Tem a aparência de algo obscuro. Soa como teatro de mau gosto, mentira, egoísmo, inveja, corrupção e tantos outros desmandos oficiais ou clandestinos.

As combinações de “pão e circo” fizeram os grandes pensadores, poetas, escritores, sacerdotes e outros, repensarem o segredo da vida de uma forma mais humanista e algumas vezes: materialista. A curiosidade continua a mesma: “pão e circo” são necessários à sobrevivência dos humanos? É do conhecimento geral que o pão alimenta o corpo (é referência na “Última Ceia” de Jesus Cristo) e hoje, alimenta a fé cristã. O “circo” distrai e deixa relaxado qualquer mortal. É uma diversão que pode mostrar a verdadeira arte circense, alienação ou corrupção! Será que só de “pão e circo” viveu, vive ou viverá a humanidade? No dueto de palavras entra em cena uma terceira: amor.

A palavra amor é a mais bonita de todas as palavras da língua portuguesa. O mais interessante é que amor ao contrário - vira Roma - e foi lá na Roma Antiga que ocorreu a maior perseguição, aos que pregavam o amor verdadeiro entre as pessoas. Homens e mulheres, velhos ou jovens, da situação ou oposição ao regime político, foram devorados por leões em nome do Império Romano - para atender à política do “pão e circo”.

Jesus Cristo deu o pão como alimento na “Ultima Ceia”. Ele possuía o dom de falar na forma de parábolas. Profetizou: “nem só de pão vive o homem”. Na interpretação dos teólogos: o corpo humano precisaria do pão (o corpo de Cristo) e outros alimentos para sobreviver. A alma (muitos acreditam que complementa o corpo humano, e outros seres vivos) precisa do amor: fonte essencial para o crescimento espiritual, e a convivência pacífica com outros corpos e almas, nos circos diários da sobrevivência.

Juntando-se três palavras: “pão, circo e amor” - percebe-se que o consumismo da antiga e atual sociedade é ofuscado pela fraternidade de Chico Xavier, Madre Tereza de Calcutá e Irmã Dulce. A harmonia com a natureza - tão pregada por São Francisco de Assis - é o pão da vida, sem trigo, milho ou fermento, e que cresce! Poderá crescer ainda mais, quando for distribuído na forma de solidariedade e paz. Um abraço verdadeiro - sem vestígios de mágoas ou interesses materiais - é o “pão, sem circo e com amor”. É o alimento que levará qualquer indivíduo ao encontro com o Universo do Criador...


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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29/04/2007 21:20

A ÚLTIMA VIAGEM







Poema: LAILTON ARAÚJO
Música: LIOVIOLA


Antes da minha última viagem
Quero fitar o céu, o sol e a lua
E brindar a vida com um vinho
Verde ou tinto - a cor não importa
Envelhecido com a tua experiência
Engarrafado na safra dos amantes


Meus lábios - ainda umedecidos
Querem teus beijos, secos, doces
Sabor de uva - “passas do amor”
Não quero tristeza - quero vida!
Brotando das folhas das videiras
Renovadas, sem rótulo de bebida


A passagem - será no pôr-do-sol
A música - harmonia em sol maior
Não importa se é hora da verdade
Será calmo o desenlace - na paz!
O carinho vivo - será bem vindo...
Cânticos e orações, melhor ainda!


Viajando - talvez sem rumo ou volta
Estarei enfronhado com teus livros
Caminharei com as luzes do bem...
Lembrando do brilho dos teus olhos
Das lágrimas de saudade - bonitas!
Pingos de chuva, meteoritos ao léu


Nas lembranças ficarão os vestígios
De bebida, de vinho, qualquer safra...
Serão motes nas quadras de poetas
Que descrevem a alma: sem rodeios
E quem olhar o céu, verá a claridade
Das galáxias e da eternidade maior...



OUVIR A MÚSICA:

* http://www.overmundo.com.br/banco/a-ultima-viagem-1



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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05/04/2007 00:56

NA CALMA DA REFLEXÃO APARECE A ALMA...







O ser humano criou as lentes dos telescópios, microscópios e outras máquinas de visão artificial. As imagens do Cosmo fazem os olhos humanos brilharem. As pupilas da humanidade crescem de curiosidade... É a busca do início de tudo! Quem somos? De onde viemos?

As galáxias viajam ao desconhecido! É como se o Universo que tentamos entender, caminhasse ao encontro de outro Universo. E na contramão das fantasias, teses ou teorias dos lunáticos e da ciência, aparecem outros universos terrenos - seitas, igrejas e outros - que tentam explicar o desconhecido.

As rodas de curiosos - com ou sem cantiga - choram quando ocorre a extinção da vida. Alguns entendem a passagem como algo natural da evolução das espécies; outros - enxergam Universos paralelos... E as mãos e pernas da ética, buscam o segredo da harmonia que acende e apaga as estrelas no céu. Os teóricos ficam boquiabertos. Os leigos: confusos. Os descrentes - continuam céticos. No espaço aberto ao Espaço, o pensamento humano é a nave espacial...

Portanto, seguimos como viajantes na busca do mistério da criação. Aplausos para a matemática; troféu especial para a biologia; menção honrosa para a física; elogios para a química... Mesmo assim, a sensibilidade do comentado Ser Humano mostra outros caminhos! Será que possuímos uma alma? Será que nossa curiosidade é observada?

Somos partículas na imensidão! Somos marujos assustados com a grandeza, beleza e tamanho mistério! Somos vaga-lumes nas noites escuras... O segredo da imensidão será revelado? Os olhos dos humanos e das máquinas buscam provas científicas na Terra e no Espaço... Talvez sejamos apenas humanos com medo da verdade!


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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17/03/2007 01:09

O JOGO DO AMOR







O amor é grato
Quando o fruto é carinho
Sem espinho ou privação
Na ilusão que o ninho
Ofusque o teu olhar
E embarace o teu andar

O amor é ingrato
Quando o lucro é sozinho
Nem um beijo na relação
Coração não tem brilho
Vem a cisma que amar
Aprisiona e tira o ar

Se é grato ou ingrato
É amando que se aprende
A amar sem prender
E ceder sem perder

Quem te ama como amas
Abraçando como abraças
Amor...
Jogo do amor...


Autor: LAILTON ARAÚJO
Música: ROSANA GIOSA
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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14/03/2007 21:41

FLORES EM 14 DE MARÇO







Flor...
O que é uma flor?
É a alma de uma mulher
Brilhando no jardim
É um nome de menina
Perfumada com jasmim

Flor...
Branca é de paz
Flor...
Vermelha é de amor
Flor...
Amarela é de luz

Flores azuis...
São do céu e do mar
Se ofereço uma rosa...
Ela logo quer me amar
E nessa ternura...
Eu coloco só flores da vida

Margarida...
Gosto muito dessa flor
Orquídea...
Na janela ela ficou
Naquele vaso...
Eu vi a flor mais bonita

Flor...
Para a pessoa amada
Flor...
Para a minha namorada
Flores...
Com mil beijos de amor!


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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14/03/2007 21:35

AS ESTRELAS SÃO NOSSAS







Estrelas minhas, estrelas tuas
Estrelas nossas estão brilhando
Nos confins da imaginação

Como ser amante e sonhar?
Se sou apenas um mortal
Se sou apenas um cantador

Como voar nas constelações?
Sem eu ver o teu olhar
Sem eu sentir o teu calor

Se existo - tenho alma
Se existo - tenho corpo
Se existo - tenho sentimentos

Quero beijar e ser beijado
Quero amar e ser amado
Quero abraçar e ser abraçado

O meu amor não tem limites
É só olhar o céu estrelado
Sem fronteiras e iluminado

Quero ser o vento e soprar
Quero ser o sol e aquecer
Quero ser a estrela e brilhar

Você perceberá que eu existo
Desconfiada - verá que eu vejo
Os seus olhos me procurando


Autor: LAILTON ARAÚJO
Música: CERES ROBERTA
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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24/02/2007 01:50

VIVA A VIDA! VIVA O AMOR!







As cores dão os tons às águas e as matas
O sol e a lua brincam de iluminar paisagens
No passado, tal candura era poesia virgem
Mirando o futuro, sem violência germinando
Quem não vê o tempo mudar é um lunático
Quem não vê o tempo passar é sossegado

Na Era de Aquário, Plutão foi rebaixado...
Quais serão as velhas e novas revelações?
Homens pisaram no pó que a ventania levou
E a ampulheta registrou na forma analógica
É sinal que a palavra amar é algo complexo
Os amantes se perdem na poeira sem amor

As lembranças explodem como feixes: luzes
Marcando as fases, mil ponteiros universais
Quem não conhece, não poderá conhecer...
O segredo da criação e da evolução humana
Como separar o corpo da alma? Sem alma...
A vida é renovada a cada ato com e sem amor

Viva a vida! Mesmo sem a luz vinda de alguns
O céu à noite brilha! As estrelas reaparecem...
Só um sorriso reabre as portas da felicidade
Que a tristeza fechou nas guilhotinas urbanas
O espírito sem um corpo não brilha ou evolui...
Um corpo sem espírito é água, pó, lua ou sol!


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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15/01/2007 22:02

NAS PAISAGENS, MAIS UM OUTONO SE FOI...







Lembro que era outono e as tardes, ensolaradas
O vento soprava... Levava as folhas que caíam
O tempo anunciava a chegada daquele inverno
Não tão frio, não tão falso - talvez mais humano

As cenas de amor retornam como filmes antigos
Os beijos ainda têm o sabor daquela fruta doce...
O vermelho das rosas, lembra tua pele quente
Aquecida no tapete da varanda - casa de campo

Ouvimos lindas canções nos solos instrumentais
Sons de Rock, Beatles Hendrix, Joplin e blues...
Achávamos originalidade nos plágios dos outros
Eram tolices - projetos de maturidade... O óbvio!

Sei que virão outras estações iguais ao outono...
E juntos, ouviremos as velhas e novas canções
Brincando de viver em um poema abandonado
Sem métrica, sem rima, sem compasso ou ritmo

Não quero saudade, quero o inacabado, presente
Novamente... Igual ao último outono que definhou
Se a angústia encostar... Trocarei as paisagens
Das páginas do livro, lido, relido e avesso à razão


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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02/01/2007 23:36

O AMOR E O MAGO DO TEMPO...





Crédito: J. Aníbal - Francisco Voyer Iniesta


Meu Deus! Eu gostaria de ser um mago
Para implantar no meio da humanidade
Corações pulsantes queimando de amor

Como seria este mundo? E a coerência?
Homens e mulheres buscando amizades...
E o sorriso no rosto expressando carinho

Meu Deus! Se eu fosse o que não sou...
Entraria no peito dos solitários ou casais
Como a flecha do cupido no alvo marcado

Derreteria o gelo dos corpos... Sem jogo!
Faria o fogo queimar, com ou sem paixão
E as pessoas sem brilho - seriam estrelas

Meu Deus! Como vou modificar o mundo?
Sou apenas um aprendiz mundano e ator
E não é fácil enganar neste palco sagrado

Se um sonho faz o adulto ser criança...
O amor pode existir no coração apático
E renascer do elo perdido, tempo ou era

Quem sabe, um dia! Talvez - ensolarado...
Os Seres Humanos viverão em harmonia
E no Teatro da Vida, não existirá máscara


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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15/12/2006 11:56

RESULTADO DO CONCURSO 5 ANOS BLIG







* COMENTÁRIOS 01:

Fim do suspense! Depois de mais de sete mil votos, vocês escolheram seus cinco Bligs favoritos! O primeiro lugar foi para O Buteco da Net, que vai ganhar uma câmera digital de 6.0 mega pixel!

Os outros mais votados foram Bagaceira, Escrever é viver, Gustavo Hofman e Cooper. Estes vão ganhar um MP4 de 1 giga.

Mais uma surpresa para os finalistas!

Ficamos tão felizes com o concurso que decidimos dar mais um prêmio para os dez finalistas: um layout exclusivo para cada um deles. Mais uma vez obrigada a todo mundo pela participação e parabéns a todos pelos ótimos blogs!

Aqui vai o resultado da enquete.





Leia a matéria completa...

http://z003.ig.com.br/ig/36/03/104707/blig/me
tablog/2006_12.html#post_18719639


* MATÉRIA 02:

----- Original Message -----
From: Ligia Helena Sales Nunes
To: lailtonaraujo@ig.com.br
Sent: Monday, December 18, 2006 10:36 AM
Subject: Concurso BliG 5 anos!

Olá Lailton,

Seu BliG foi um dos 5 mais votados no Concurso Cultural BliG 5 anos, e você foi premiado com um MP4 de 1 GB. Você pode me mandar seu endereço completo para que possamos enviar o prêmio?

Parabéns!

Ligia Nunes
Conteúdo
Fone:(11) 3065-9864
lnunes@ig.com
www.ig.com.br


* NOSSA OPINIÃO:

Depois de mais de sete mil votos, o público escolheu
os CINCO BLIGS favoritos:

* 1º Lugar: O Buteco da Net
* 2º Lugar: Bagaceira
* 3º Lugar: Escrever é viver
* 4º Lugar: Gustavo Hofman
* 5º Lugar: Cooper

Os que não ficaram entre os cinco escolhidos,
também são vencedores:

* Blog dos Irmãos
* Chapolas
* Na Garagem
* O Mundo Segundo Lídia
* Smallvilost

VIVA A ARTE E A LIBERDADE!

Agradecemos ao público votante e a todos os concorrentes.

Abraços.

Lailton Araújo
Escrever é viver

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11/12/2006 14:34

OS OLHOS E A RAZÃO...







É manhã - devagar, abro a janela
O sol brilha igual aos outros dias
Mas hoje, o brilho é bem diferente
Você vê e eu vejo o novo momento

O sol é uma estrela: nós sabemos
Se eu vejo o nascer do sol bonito
E você vê o pôr-do-sol brilhante
O que falta para nós observarmos?

Quem criou esses olhos que eu vejo
E faz você ver os olhos que eu tenho
Separou os olhos de qualquer razão
Nós nunca teremos a mesma visão

Somos corpos e almas... Pensantes
Seres humanos mutantes e olhamos
A luz é diferente no sol que eu vejo
A cor tem outro tom nesta aquarela

Por que não temos um único brilho?
Por que não somos no céu, estrelas?
Se temos corpo, alma e brilhamos
Mesmo com as cores heterogêneas

Somos almas gêmeas, imãs, irmãs
Não nascemos no mesmo século
Mas... Comungamos o amor: livre
E trilhamos as estradas eternas...

Olhando por arestas eqüidistantes
Continuamos a ver a beleza da luz
E enxergando a grandeza do criador
Acreditamos na vida e na eternidade


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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07/12/2006 02:09

AS LIÇÕES DE VIDA DA NATUREZA







Lailton Araújo


A solidão é o sol queimando no Sertão
A gente não fala, não vê, não ouve nada
É como uma flor no jardim, sem uma cor
E a brisa da praia, sem o ciclo das marés
A fé às vezes, balança igual a uma canoa
E qualquer pessoa esquece a sua oração
Nas colheitas das plantações, ressurgirão
As sementes e um novo modo de plantar


E o ser humano sente a dor no coração...


O abandono é como um saco já utilizado
Sem o rótulo do que tinha no seu interior
É o começo de uma tempestade tropical
Onde os ventos vão destruir sem escolha
Com adeus ou sem adeus.. Só Deus sabe!
Os cacos que ficaram de um sentimento
É igual a dormir sem nunca ter um sonho
Na visão de quem ama sem dar um beijo


E o ser humano chora lágrimas de amor...


A tristeza machuca mais que a agressão
E o silêncio é a masmorra do condenado
Nos tribunais da vida não existe a defesa
E as palavras soam mais que as atitudes
O forte sempre rir das lágrimas do fraco
Mas, o choro é o segredo da humildade
No amanhecer... As gotículas nas folhas
Fazem as plantas crescerem mais fortes


E o ser humano aprende com a natureza...



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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05/12/2006 17:38

RODOVIA MG-2805







Nessas tardes, claras, frias e coloridas...
São fortes os traços e vielas místicas
Estradas sem fim e as faixas contínuas
Lembram meninas e as pernas bonitas
As frases nas placas que cruzam o país
Não seguem as métricas, fogem de mim
Subindo serras as “Minas das Gerais”
Acendem as velas e me fazem menino

Por elas, cantei, amei fui cantor e poeta
Fiz meus versos, jogados, sem estética
Singelas fêmeas, tal cor pouco importa
Laboratórios da vida estão nas poesias
Quem sabe se a lua não brilha dormindo
Quem sabe se o sol não brinca sorrindo
De dia ou de noite, viajando ou fugindo
Olhando sem ótica... O brilho é noturno...

Quem dera ser ela o meu sonho distante
Que as noites deixaram sem as ilusões
E as portas do tempo se foram, sem ar
Sem marcas de amor, sem ondas do mar
E hoje, eu lembro nesse jogo dos faróis
Saudade dos beijos e sinto que estou só
Como cego que não tem uma outra visão
Nessas tardes, claras, frias e coloridas...


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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23/11/2006 01:58

PARIS... FOTOS E SONHOS!







Quando a gente solta as “amarras” do corpo
Os olhos começam a ver as cores diferentes
São as paisagens esfumaçadas das estações
E a velha “Maria Fumaça”... Viaja no tempo
São ternos e chapéus retornando do passado
Como belas fotografias em preto e branco

Ainda vejo o belo retrato da linda mulher
Saindo dos meus sonhos em poses mágicas
Vestia branco e azul como o céu e o mar
Também usava chapéu da alta sociedade
O perfume era francês, etiqueta de Paris
Talvez fosse educada nos padrões nobres

Sei que eu era proletário, operário qualquer
Gostava dos vinhos das tavernas francesas
Participava das grandes revoluções políticas
E sentia uma grande paixão por essa mulher
E nos meus sonhos, vejo a cama e cobertas
Éramos amantes - as noites nunca acabarão

Pequenas avenidas e charretes não cruzaram
As linhas da modernidade do novo século...
Mas as gravuras do tempo sempre retornam
Com o piscar dos olhos, nos sonhos atuais
E nasce a certeza da eternidade desse amor...
Nos fortes laços espirituais das almas gêmeas!


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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16/11/2006 18:57

TRANSPARÊNCIAS DAS CORES







Nas grandes planícies verdes, viverás
E eu vou seguindo os cursos dos rios
Sem ver a cor dos teus belos olhos...
Percebo nas pupilas, a transparência
Pois as águas são sempre límpidas
E as terras baixas - menos seguras!

Tu dirás que sou apenas sonhador
E eu direi que estás no meu interior
Pois somos diferentes como as cores
Quando se abrem naquele arco-íris
Mas a harmonia existe: multicores
E nas planícies correm rios perenes

Não serão os opostos e contrastes
Que farão a natureza perder a cor
O dia tem luz e a magnitude do sol
À noite, a lua e as estrelas brilham!
Pois os olhos vêem o que aparece
E o coração sente o que o olho vê


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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19/10/2006 16:33

E O TEMPO NÃO DEVORA







Será que sou um passageiro de um trem noturno
viajante sem rumo nas terras européias?

Será que sou um cidadão do mundo nos aviões
voando sem metas nas retas continentais?

Talvez eu seja um aprendiz de poeta escrevendo
os versos que voam e viajam sem métricas

Será que sou o protetor dos desertos, guardião órfão
guerreiro sem armas, lutando por igualdade?

Será que sou o cantor das minorias, amado e odiado
por críticos ferozes, nas arenas das comunicações?

Talvez eu seja um homem tímido, buscando novo ar
e formas de sobrevivência sem dar um único grito...

Sei que não sei o que sou e não saberei o que virá
e viajarei nesse mundo seguindo o que Deus mandar

Serei sempre um andarilho nas novas vielas do acaso
e falarei de amor em versos longos e abstratos

Foi o coração que aproximou os nossos caminhos
nas distâncias que o tempo marca e não devora


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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17/10/2006 02:31

O QUE É SAUDADE?







Lailton Araújo


Quando o coração arde sem um ferimento
O corpo sangra sem uma gota de sangue
E as lágrimas molham as faces de alguém
É a saudade na mais pura e gostosa emoção


A saudade faz a gente sobrevoar os mares
E ver as imagens de quem foi ou chegará
Faz o homem recordar a mulher que amou
E a mulher esperar o seu homem amado...


A saudade é única: não tem comparação
Às vezes machuca, outras vezes é alegria
Saudade da infância, dos amigos de rua
Saudade das brincadeiras e travessuras


Quem não sente saudade, não sabe viver
Quem não sente saudade, não sabe amar
Viver e amar é deixar o tempo envelhecer
As mechas dos cabelos esbranquiçados


A saudade vem quando se quer um retorno
Do que foi bom ou será bom mais uma vez
Saudade do pai ou da mãe: tantas lembranças
Saudade do primeiro beijo: quem não beijou?


Saudade do primeiro brinquedo de criança
Saudade do primeiro adeus... Com Deus!
Saudade de sentir saudade - isso é doçura
Saudade é assim, você só conhece sentindo



E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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16/10/2006 00:29

O UNIVERSO E O AMOR







Olhando o céu iluminado eu vejo um belo rosto
São formas que parecem constelações diferentes
Lembrando uma mulher, parece estrela nascente
Mais brilhante que o brilho de milhões de cometas
Quem poderá ser a fêmea que esses olhos vêem?

Nesse universo tão familiar ao meu íntimo maior
Existe a figura corporal, paisagem que Deus criou
Mulher: sim! A mulher em toda a sua formosura
Bem no alto da visão de um jovem que ainda sonha
Sonho de viajante nas velhas naus, nos novos mares

Ainda há espaço para recitar poemas inacabados
Nos pedaços que o coração humano deixa ao amor
Amar é bom, ser amado é flutuar sem corpo, no vácuo
Nas naus imaginárias, sem tempo ou racionalidade
O que poderá vir? Só Deus entende o que é o amor!

Será o amor por uma mulher, o êxtase da emoção?
Dizem os escritores e os poetas que o amor não vê
A cara, a forma e a personalidade - qualquer razão!
Um homem apaixonado é um astronauta sem nave
Nas novas viagens às estrelas: com os olhos cegos


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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14/10/2006 02:56

VOANDO COM AS ASAS DO TEMPO







Já constavam nos antigos pergaminhos
Todos os escritos sobre a palavra amor
Amar o ser humano é amar toda a vida
Mesmo que os olhos céticos observem
Que o tempo viaja nos dias, meses, anos
E as páginas dos séculos virem milênios

Nós aprendemos os passos das estações
E vemos os pássaros esperando as flores
Se na primavera, as belas cores chegam
No inverno, o aconchego é bem maior...
É o outono que renovará o fruto doente
Com o calor do verão aquecendo a vida!

E brindemos com vinho um novo dia!
As novas safras das parreiras nos dirão
Se as nossas vidas foram renovadas...
Se as nossas metas foram alcançadas...
Os bons vinhos: são os mais velhos
A experiência vem dos erros e acertos

Abrace com calor quem tentou acertar
Mesmo errando, vale a pena a tentativa
Só alcançará os caminhos da harmonia
Quem passar pelas estradas da provação
Sabendo que a luz maior está no universo
Não se pode ter medo do vôo mais alto!


Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo@ig.com.br

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